História



Um documentário fantástico criado pela Força Aérea Portuguesa sobre este belo avião.


Introdução

Em 1945 era evidente que o belo DH82 Tiger Moth que equipava as escolas de instrução de voo por o mundo fora desde 1932, estava ultrapassado e precisava de um substituto.

E foi ai que a De Havilland Canada (DHC) se encarregou em 1945 de projectar um novo e moderno avião de instrução a fim de substituir os Tiger Moth.

Este projecto foi conduzido pelo Engº Polaco - Wseiwolod Jakimiuk e dai nasceu o DHC-1 Chipmunk em 1945 e realizou o seu primeiro voo a 22 de Maio de 1946.

O Chipmunk é um avião Monomotor de trem de aterragem fixo, monoplano de asa baixa, com revestimento metálico.
Bilugar tendem com cabina fechada e cobertura transparente, com uma tripulação de 2 pilotos ( Instrutor e Instruendo).
Motor De Haviland Gipsy Majo 10 - 4 cilindros em linha invertido arrefecido a ar de 145cv

 A História



Este belo avião fez parte da história da aviação Portuguesa desde 1951 até hoje.
Fez parte da Aeronáutica Militar (1951/1952) e da Força Aérea Portuguesa (1952/até hoje).
Fizeram parte da nossa frota 76 aviões, 10 vindo de Inglaterra e 66 construídos nas OGMA

Aeronáutica Militar


Com o objectivo de modernizar a instrução de voo a aeronáutica militar substitui os velhos Tiger por 10 chipmunks que vieram para Portugal em 1951.
Era totalmente pintados de alumínio com a parte superior do nariz pintada de preto (anti reflexo) com a Cruz de Cristo dentro de um circulo branco em ambos lados das asas e a bandeira de Portugal sem escudo na cauda.
Embora para instrução ainda foram usados em voos de ligação.

Força Aérea Portuguesa


Em 1952 com o nascimento da FAP os Chips fazem a transição da AM para a FAP. passando a ter os registos 1301 a 1310. Também em 52 as OGMA começam sobre licença a construção de 66 unidades, sendo que a ultima saiu da linha de montagem 13 de Fevereiro de 1961. Recebendo os registos 1311 a 1376 (OGMA-01 a OGMA-66)
Mantiveram a pintura anterior passando a usar a insignia de acordo com os parâmetros da FAP, matriculas pintadas de preto nas asas em posições opostas à Cruz de Cristo, foram pintadas também faixas amarelas nas asas e na fuselagem junto à cauda.



Em 1956 são reunidos em S. Jacinto (BA5, mais tarde BA7) na esquadra de instrução de pilotagem, onde mantiveram a missão até 1989. Alguns passaram para a BA1 e outros vão para o aeródromo Militar da Portela a fim de formação e missões de ligação. Em 1964 são colocados na BA2 Ota,  em 1970 os Chips presentes na BA2 e BA7 são transferidos para a BA1 e depois em 1974 passam todos definitivamente para a BA2 OTA onde formam a Esquadra 21 que a partir de Outubro de 76 fica designada de Esquadra 101.
Nesta altura o seu esquema de pintura também sofre alterações, abandonando a pintura de alumínio e as faixas amarelas, mantendo a pintura anti reflexo sobre o nariz, pintando agora a ponta do nariz parte da cauda e a ponta das asas em dayglo. (laranja reflectivo)

Em 1989 a esquadra 101 é transferida para a BA1, e aqui a frota de Chipmunks desactivada, entrando ao serviço os Aerospatiale Epsilon, sendo entretanto cedidos a vários aeroclubes alguns modelos. (pode ver os mesmos na pagina da listagem de Chipmunks)
Também em 89 são entregues à academia da FAP 7 Chipmunks com o objectivo de reboque de planadores.
Vindo a ser remotorizados com motores Lycoming de 4 cilindros horizontais arrefecidos a ar de 180cv.



Entretanto os Chipmunk da academia retomaram o esquema de pintura antigo com as faixas amarelas nas asas e a pintura metálica.

Podemos concluir que o Chipmunk vai continuar a marcar os céus de Portugal com muitos anos de histórias.

Voaste alto velho “Stuka”
Foste “Macaco” do ar
Dizendo como se educa
Quem quereria voar!

Vistes tantas “chatices”
Com as tuas asas cor d’aço
Sofrendo as “pardalices”
Que te dava o “pilotaço”!

Velho “Chip” que aturaste
A “Malta” na instrução
A todos nós tu deixaste
O teu sabor de avião!

Por isso a ti “Chipmunk”
Num adeus que faz memória
Dir-te-ei deste palanque
Que alcançaste a vitória!

Tens hoje a tua glória
Ao partires da nossa frota...
Ficarás sempre na história
De: Aveiro, Sintra e Ota!

Adeus oh “velho guerreiro”
Que não soubeste perder
Foste entre todos – primeiro
“CUMPRINDO ALÉM DO DEVER”!

Palavras do Coronel António Perestrello na despedida do Chipmunk OTA – BA2 – (Base Aérea Nº 2) – 30/9/1989. (Poema lido pelo locutor Fernando Pessa durante o evento)
 

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